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Rute Gusmão, 1985
Nascida em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, a artista vive no Rio de Janeiro desde a sua infância. Em 1972, integrou um grupo de discussão e de crítica no Centro de Pesquisa de Arte Ivan Serpa, onde produziu colagens e filme Super8. Em 1973/74, trabalhou com esculturas e poemas fotográficos sob a orientação de Campos Mello. A partir de então, e até 1985, sua produção pensou a pintura, seus suportes convencionais e o mass mídia, por meio de conceitos presentes em cadernos, seqüências de slides, land art, performances, xerografia, fotografias, e outros meios de expressão.
 
Em 1974, Rute Gusmão mostrou, junto a outros projetos, o objeto Caixa de Pintura (Valores Novos, Galeria do Ibeu, RJ), resultante de performance em que recobriu uma caixa de pintura e seus elementos -- pincéis, tubos, paleta, vidros -- com tela branca. Em 1975, participou de um grupo de artistas orientado por Anna Bella Geiger. Nesse ano, apresentou seqüências de slides (Galeria Eucatexpo, RJ), em sessão com Letícia Parente, em que expôs o enquadramento da natureza; performances criticando o sistema vigente e reduzindo a tela/chassis a seus elementos estruturais, entre outros trabalhos.
 
Nos anos de 1975/76, Rute foi bolsista do Conselho Britânico, tendo trabalhado com técnicas de impressão e fotografia, dando continuidade aos questionamentos dos suportes convencionais da arte. Em mostras realizadas naqueles anos, apresentou o registro fotográfico de performance e de uma Exposição de Pintura em praça pública, caderno com seus grafismos ampliados e outros projetos.
 
Voltando ao Rio de Janeiro, realizou, em 1977, a exposição individual Suportes (Galeria da Escola de Artes Visuais do Parque Lage), na qual mostrou o conjunto de sua produção recente que incluía instruções para uso de mass mídia (televisão); xerografia abordando a memória televisiva e a reprodução da obra.
 
Em 1979, Rute Gusmão realizou com Maria Carmen Albernaz a exposição N Operações (Galeria de Arte do Centro Cultural Cândido Mendes, RJ), instalação que discutiu a arte e sua relação com o mercado.
 
Os artistas conceituais utilizavam-se, então, de espaços não convencionais para veicular seus trabalhos fora do circuito legitimado pelo mercado. Nessa perspectiva, Rute participou de mostra coletiva itinerante de xerografia; realizou art-door e pinturas coletivas inseridas em movimentos políticos.
 
No trabalho minimal de Chapadas Pretas, nos Plásticos (coletiva, Galeria da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ, 1978), nos Trapézios (individual, Centro Cultural Cândido Mendes, RJ, 1982) e nos Livros de Artista, Rute relacionou a tela/conteúdo e os chassis/continente, pensando as questões da pintura, da criação e da escolha.
 
Nos anos 80, Rute Gusmão representou os artistas plásticos do Rio de Janeiro em instituições culturais, entre as quais a Associação Brasileira de Artistas Plásticos Profissionais (Abapp/RJ), da qual foi presidente, de 1982 a 1984. Essa entidade empenhou-se -- não só durante a sua gestão -- na luta por materiais nacionais de trabalho e pela regionalização do Salão Nacional, tendo sido a organização responsável pela presença dos artistas plásticos cariocas e de sua produção visual na campanha das Diretas Já (1984).
 
Com ênfase no objetivo cultural, este sítio registra uma amostra da produção conceitual de Rute Gusmão, realizada de 1974 a 1985.
 

CRIAÇÃO
 
Não importa
se são cavalos na paisagem
clareira na floresta
ou encontro no oásis
 
importa
a fogueira que transforma

 
Rute Gusmão, 1990
A partir de Matisse,
Estudo para a Alegria de Viver