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Experimentações
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LIVROS DE ARTISTA

Uma escolha entre infinitas possibilidades
Discute o processo de escolha de uma forma | 1980 | 17 exemplares*.

Treze escolhas arbitrárias
Discute o processo de escolha de uma forma | 1981 | 17 exemplares*.

Trapézios
Exercício tridimensional com a forma do trapézio | 1982 | 17 exemplares*.

ABC dos triângulos
Discute a abstração e a escolha | 1984 | Cinco exemplares.

Acervos: museus privados e públicos.

* Impressão serigráfica: Série




"(...) O ano de 1974 parece ser decisivo na consolidação do livro de artista como expressão autônoma, pois são editados Poemobiles e Reduchamp, de Julio Plaza e Augusto de Campos, Situação Executiva e Interferências, de Regina Silveira, o terceiro On-Off, a segunda edição de La Phenomena, organizada por Artur Matuck e Gabriel Bonduki, Ninguém te Ouvirá no País do indivíduo, de Mário Ishikawa, Outra Pedra de Rosetta, de Daniel Santiago e Paulo Brusky, que lançam, no mesmo período, o livro-objeto Como Ler, 'composto e impresso em massa de pão', conforme os dizeres do convite, Testarte, de Vera Barcellos, Nearer, de Anna Bella Geiger, entre outros.
Entre esta data e o início dos anos 1980, multiplica-se a edição de livros de artista nos mais diferentes materiais, técnicas e formatos, explorando as novidades do xerox e do computador, abordando toda sorte de temas -- discussões sobre a natureza da arte, problemas de crítica, documentação de performances, jogos de palavras, reflexões políticas, pesquisas intersemióticas, etc.
Alguns dos resultados mais estimulantes são alcançados justamente com reflexões sobre a questão artística, como Sobre a Arte (1976), de Anna Bella Geiger, Matéria de Uso (1978), de Essila Paraíso, os cadernos de desenho de Maria Luiza Saddi e Rute Gusmão, The Art of Drawing (1981), de Regina Silveira.
Ao lado destas publicações, que focalizam os sistemas de reprodução da linguagem artística, devem ser lembradas investigações centradas nos processos de construção próprios de cada artista (...)".

Extraído do texto de Annateresa Fabris
e Cacilda Teixeira da Costa
Tendências do livro de artista no Brasil,
Centro Cultural São Paulo, junho de 1985.


"(...) O último caderno não traz textos ou croquis, mas apenas a figura do trapézio que se desloca sobre o branco do papel, ameaçando fugir pelos bordos do papel, alcançar seu avesso. Ou seja, é o olho do espectador que refaz a cada instante o trapézio que ameaça escapar."

Trecho do artigo de Frederico Morais
Ironia e construção nos trapézios de Rute Gusmão.
O Globo, 3/5/1982.