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CAIXA DE PINTURA

1973 | Performance | Fotografias do objeto e do registro da performance em que a artista recobre a caixa de pintura e seus elementos com uma tela branca | Acervo do registro: Franklin Furnace Artist's Books Archives, Nova Iorque, EUA.



"(...) Rute Gusmão trata, aliás, do questionamento dos suportes convencionais da pintura: a tela, o chassis, os pincéis, as tintas, a paleta, etc. Em Caixa de Pintura, por exemplo, ela vai recobrindo pouco a pouco com uma tela em branco todos os componentes da caixa (e a própria caixa) de que tradicionalmente se têm valido os pintores para executar as suas peças de pequenas dimensões. O ato de pintar -- e em sentido amplo ainda se pode falar dele neste caso -- foi cobrir de branco, a tela servindo de tinta, as inúmeras cores que antes caracterizavam cada um daqueles materiais. Uma pintura ao inverso, mas, por isso mesmo, sempre pintura."

Trecho do artigo de Roberto Pontual
Suporte, técnica e imagem,
Jornal do Brasil, 28/8/1975.


"(...) eu penso que é um trabalho importante pelo seu lado conceitual: pintar tudo de branco é voltar ao zero, ao nada malevitchiano, é anular a expressão, o caos. Primeiro anular para depois afirmar, desconstruir para em seguida construir."

Trecho do artigo de Frederico Morais
Ironia e construção nos trapézios de Rute Gusmão,
O Globo, 3/5/1982.


"Me interessam, entretanto, e primeiramente, os trabalhos de Rute Gusmão, sobretudo os dois, nos quais aborda a problemática da pintura. No caso, os slides são organizados com a intenção de ilustrar um determinado projeto (que, aliás, pode existir independentemente). Qual é o projeto? Cobrir de branco uma caixa de pintura e tudo o que ela contém: palheta, tubos de tinta, pincéis, vidros etc. O branco como negação da cor-pintura."
"(...) Em outro audiovisual, Rute Gusmão realiza um trabalho de decodificação e/ou desconstrução do quadro a partir de seus componentes materiais. E a cada etapa da destruição (chassis, tecido etc) vai definindo conceitualmente a pintura, a tela vista, no final, como 'tema e suporte de imagens transitórias'. Em ambos os trabalhos, especialmente neste último, há clara alusão ao grupo francês Suporte/Superfície (Viallat, Seytour, Rouan etc)."

Trechos do artigo de Frederico Morais
Audio-visual: nova etapa,
O Globo, 22/8/1975.





EXPOSIÇÃO DE PINTURA 

1975 | Fotografias de exposição em praça pública | Acervo da artista.